Olê, Olá – Chico Buarque (Letras)
Não chore ainda não, que eu tenho um violão E nós vamos cantar Felicidade aqui pode passar e ouvir E […]
Não chore ainda não, que eu tenho um violão E nós vamos cantar Felicidade aqui pode passar e ouvir E […]
O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano Meu maestro soberano Foi Antonio
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem de
Quem me vê sempre parado, Distante garante que eu não sei sambar… Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Sentimental, sentimental Um coração saliente Bate e bate muito mais que sente Fica doente mas é natural, natural Que num
Oh, musa do meu fado, Oh, minha mãe gentil, Te deixo consternado No primeiro abril, Mas não sê tão ingrata!
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir Por
Bárbara, Bárbara Nunca é tarde, nunca é demais Onde estou, onde estás Meu amor, vem me buscar O meu destino
Não, solidão, hoje não quero me retocar Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas Deixo que as águas
Sim, vai e diz Diz assim Que eu chorei Que eu morri De arrependimento Que o meu desalento Já não
Meu pára-choque com seu pára-choque Era um toque Era um pó que era um só Eu e meu irmão Era
Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada E a teus pés vão-se encostar os intrumentos Aprendi a respeitar tua prumada