Veneta – Chico Buarque (Letras)
Como num conto de fada Ou como alguém rolando a escada Vou pra civilização Cabeleira incendiada No barranco, na boléia […]
Como num conto de fada Ou como alguém rolando a escada Vou pra civilização Cabeleira incendiada No barranco, na boléia […]
Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos Que à noite
Eu vejo aquele rio a deslizar O tempo a atravessar meu vilarejo E às vezes largo O afazer Me pego
Minha gente Era triste amargurada Enfrentou a batucada Pra deixar de padecer Salve o prazer Salve o prazer Uma festa
Nenhuma lágrima Derramei com você Nenhuma lágrima Derramei com você Quando você foi embora Meu coração não parou Sei que
Se todos os astros do mundo num certo momento caíssem no chão Toda uma série de estrelas, de poeira descarregada
Chegou a capital do samba Dando boa noite com alegria Viemos lhe apresentar O que a Mangueira tem Mocidade, samba
Sempre em frente Sempre em frente Mãos-de-obra sem temor Mãos ardentes Em corrente Prum futuro de esplendor Nós daremos nossas
A sua risada nervosa contamina o ambiente Deram asas à cobra e a cobra voou, e continua voando, espalhando seu
Todas as coisas têm nome Casa, janela e jardim Coisas não tem sobrenome Mas a gente sim Todas as flores
Tudo acabado e o baile encerrado Atordoado fiquei Eu dancei com você, divina dama Com o coração queimando em chama.
O mundo me condena E ninguém tem pena Falando sempre mal do meu nome Deixando de saber Se eu vou