Assaltaram A Gramática – Os Paralamas do Sucesso (Letras)
Assaltaram a gramática Assassinaram a lógica Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia Sequestraram a fonética Violentaram a métrica Meteram poesia […]
Assaltaram a gramática Assassinaram a lógica Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia Sequestraram a fonética Violentaram a métrica Meteram poesia […]
Sopra leve o vento leste encrespa o mar E eu ainda te espero chegar Vem a noite Cai seu manto
Um dia Posso até pagar por isso O impossível é meu mais antigo vício Ou então Um delírio do meu
Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo Sem saber o calibre do perigo Eu não sei d aonde
Não há perigo Que vá nos parar Se o bom de viver é estar vivo Ter amor, ter abrigo Ter
Os pés descalços queimam no asfalto Os carros passam – vêm e vão Eu dobro a esquina Eu vou na
Não sei porque você se foi Quantas saudades eu senti E de tristezas vou viver E aquele adeus não pude
Por mais que eu pense Que eu sinta, que eu fale Tem sempre alguma coisa por dizer Por mais que
Eu às vezes fico a pensar Em outra vida ou lugar Estou cansado demais Eu não tenho tempo de ter
Ela deitou Seu calor se espalhava Eu despertei e ainda sonhava Algum tempo atrás Escrevi numa carta Que nunca escolhi
Fazer um desenho nas costas da mão Despir a consciência das dores morais Jogar uma vaca do décimo andar Viajar
Entrei de gaiato no navio Oh! Entrei, entrei Entrei pelo cano Entrei de gaiato no navio Oh! Entrei, entrei Entrei